Apresentação profissional
Sou um Médico Generalista e meu propósito é ajudar meus pacientes a construirem hábitos saudáveis de forma duradoura, integrando ao atendimento médico tradicional os saberes, as práticas e a epistemologia das Ciências Comportamentais Contextuais/Análise do Comportamento. Em consonância com esse propósito, um dos meus objetivos é pesquisar e produzir conhecimentos sobre as possibilidades de integração das Ciências do Comportamento com a Medicina, em específico, e com as outras Áreas da Saúde, em geral. Me formei em Medicina pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) em 2018. No entanto, minha história com a Análise do Comportamento é muito anterior, se inciando em 2008 na cidade de Bauru-SP, onde eu cursei Psicologia na UNESP por 2 anos e meio. Foi nesse período, e sob o sol de Bauru, que despertou a minha paixão por estudar o comportamento humano, algo que iria me acompanhar por toda minha trajetória profissional, mesmo na Medicina. Ao longo dessa trajetória, eu atuei por mais de 4 anos como Médico de Família e Comunidade, cuidando de crianças, adultos, idosos, famílias e comunidades em diferentes contextos sociais. A Medicina de Família e Comunidade adota uma compreensão sistêmica do ser humano e do processo saúde-doença que se contrapõe ao modelo biomédico tradicional (hospitalocêntrico, focado em estratégias individuais, e em saberes de especialistas focais). Sendo uma abordagem Sistêmica e Contextualista, percebo que ela possui muitos pontos de aproximação com o Contextualismo Funcional. Para o Médico de Família, por exemplo, o conceito de doença é algo muito diferente do conceito de adoecimento, que é a experiencia de adoecimento e o processo de adoecimento de cada pessoa em sua singularodade. Nesse sentindo, a mesma doença em João pode se manifestar de forma completamente diferente de em Maria, devido à história única de cada pessoa, e aos contextos diferetes que influenciam/determinam o processo saúde doença. Tanto as doenças como as experiências de adoecimento são determinadas por múltiplos contextos, históricos, sociais, econômicos, familiares, ontológicos, e até genéticos/epigenéticos. O princípio de que apenas tratar a doença, sem cuidar da pessoa seria algo insuficiente é algo que me é muito caro. E que pode se traduzir na seguinte frase, um pouco piegas: "O paciente não é apenas mais um paciente, ele é o amor da vida de alguém" A integração do aconselhamento para mudança de hábitos com os tratamentos médicos tradicionais cientificamente validados são essenciais, por exemplo, para ter mais chance de sucesso na luta contra a obesidade, na batalha para parar de fumar, e no desafio de abandonar o sedentarismo. Idealmente esse tipo de abordagem aos problemas de saúde e do comportamento tem suas potencialidades aumentadas quando o cuidado é feito em parceria com uma equipe multi-profissional ou a partir de uma abordagem transdisciplinar (Nutricionistas, Psicólogos, Psiquiatras, Educadores Físsicos, Fisioterapeutas, entre outros).
